Mar

 

Esta língua não é minha,
qualquer um percebe.
Quem sabe maldigo mentiras,
vai ver que só minto verdades.
Assim me falo, eu, mínima,
quem sabe, eu sinto, mal sabe.
Esta não é minha língua.
A língua que eu falo trava
uma canção longínqua,
a voz, além, nem palavra.
O dialeto que se usa
à margem esquerda da frase,
eis a fala que me lusa,
eu, meio, eu dentro, eu, quase.

Leminski, Invernáculo.   (via clave-de-soul)

(Fuente: oxigenio-dapalavra)

finaldeljuego:

Rayuela Ilustrada | por Celeste Ciafarone

(Vía Cortazario http://cor.to/AAnD)

Si bien yo me encerré alguna vez dentro de un año entre dos febreros locos y besé el pezón húmedo de su olvido derecho y me refleje en sus triunfos azules, eso fue posible gracias a que esa única vez sus pechos se llamaron olvidos, sus muslos febreros y sus ojos triunfos.

"Palinuro de México", Fernando del Paso. (via petite-oddity)